Ainda pior que a convicção do NÃO é a incerteza do TALVEZ é a desilusão de um QUASE...
É o QUASE que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo o que poderia ter sido, mas não foi.
Quem QUASE ganhou ainda joga, quem QUASE passou ainda estuda, quem QUASE morreu está vivo, quem QUASE amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono...
Pergunto-me às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que a fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem QUASE morre esteja vivo, quem QUASE vive já morreu."
domingo, 30 de maio de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
fim.
Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos diga o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem a dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia,deixar tudo bem claro para que não restem duvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a fazer.Às vezes é preciso partir antes do tempo, dizer aquilo que mais se teme dizer, arrumar a casa e principalmente a cabeça. Limpar a alma e prepara-la para um futuro incerto, acreditar que esse futuro é bom e afinal ja esta perto. Pensar que o tempo está a nosso favor, que a vontade de mudar é sempre mais forte, que o destino e as circunstâncias se encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação tenue e fechada, num passado sem retorno que teve o seu tempo e a sua epoca. E que um dia tambem teve o seu fim. Às vezes, mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a duvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ter sido feito, somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais facil, mais simples, mais leve, melhor... Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo abaixo para voltar a construir do zero, abrir a janela e deitar tudo fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memoria sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo, cada palavra, cada promessa e cada desilusão.
Porque quem parte sabe para onde vai, escolhe o seu próprio caminho...
Quem fica, fica a ver, a meditar, a lembrar, para depois conseguir esquecer...
Porque quem parte sabe para onde vai, escolhe o seu próprio caminho...
Quem fica, fica a ver, a meditar, a lembrar, para depois conseguir esquecer...
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